E.J – Reencontrando velhos sentimentos

Aí galera, há muito tempo atrás, eu estava escrevendo uma história meio bobinha. Era sobre um detetive e tal e ele tinha um caso. É, eu sei que é clichêzão mesmo, mas na época até que tava legalzinha. Aí então, ontem, eu tava vendo alguns posts antigos daqui do blog e encontrei a segunda parte dessa “história”. Curti e resolvi escrever uma terceira parte. Que tal?

Veja a página 1 e a Página 2

As drogas acabam com um ser humano, isso é fato. E, além de substâncias maléficas, caminhos tortuosos também prejudicam a saúde de quem os segue. Sozinho no mundo, tendo apenas Deus como companheiro e sempre um cachorro ao seu lado. Esquerdo. Vivia aonde dava; comia o que encontrava por aí. Trabalhava como fiscal da Natureza e, de vez enquando, fiscalizava naturalmente coisas horríveis.

Essa era sua vida. Seu destino. Sua cruz. Roberto Gomes de Souza. Esse era o seu nome. Rapaz crescido em um orfanato e dono de si desde que se conhece por gente. Sofreu inúmeras violências; marcas por todo seu corpo deram a certeza do incerto caminho que é a vida. Drogas, orgias, violência, escória… héroi.

Não, não pode ser. Ele salvou a minha vida. Ah, tanto faz. O bom é que poderei esclarecer esse mal entendido, reencontrar um velho amigo e o melhor: ganhar uma bom grana com isso. – Até que era um bom plano.

O Velho Earl saiu daquele prédio meio tonto. A notícia de que um velho amigo poderia ter sido assassino de uma mulher tão linda, o deixava intrigado. Isso não tinha muito sentido. Está certo que havia uns 20 anos que eles não se falavam. Ah, mas mesmo assim… será?! – E assim continuou andando, na chuva, olhando para as vitrines como se estivesse vendo os dois brincando ali, no pátio do orfanato, lugar aonde a inocência e a escuridão davam as mãos.

Seguiu. Seguiu e foi, a caminho do seu apartamento. Agora era a hora de festejar internamente; certamente, ao chegar em casa, colocaria um bom Led Zepplin para tocar e degustaria um bom whisky paraguaio. – Ah, não posso esquecer da ração dos ratos!

E foi assim que aquela Terça-feira terminou. Com duas notícias que fizeram os sentimentos de E.J reascender: que sim, um gordo velho ainda estava na ativa; teria em mãos um grande caso, que vai muito além do crime em si. Era pessoal.

E assim, meio bêbado de dormir e com vontade de Whisky, que ele dormiu. Sem ajuda de anti-depressivo algum…

CONTINUA NO PRÓXIMO EPISÓDIO

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