Baladas no Rio de Janeiro

Baladas no Rio de Janeiro
Quando eu estava em atividade (há uns 30 anos atrás) eu ia muito em baladas no Rio de Janeiro. Por tal façanha, alguns e algumas me chamam de Doctor of Love 23. Entretanto, nos tempos de hoje, já sou até titio e não consigo mais acompanhar o ritmo dessa juventude. E como tem tempo que não posto nada por aqui, vim trazer uma história sobre uma noite em que, na boa, poderia ter entrado no Guiness Book como “a noite em que um homem mais recebeu foras na vida”. Pensando bem, acho que isso sempre foi o meu ponto forte.

Ao chegarmos na boate, fomos até o bar para pegarmos uma bebida. E eu já estava com algo na cabeça: por em prática algumas dicas de um livro que eu tinha lido (Como ser lindo: Oi, meu nome é Wallace) alguns dias atrás. Foi rápido: olhei pro lado e ví uma morena linda que tinha acabado de dançar; eu tinha que ser ágil.

Cheguei em seu ouvido e disse: “Oi, se você for ficar comigo de um risinho, mas se não for, de uma cambalhota pra trás”. Brother, eu nunca vi na minha vida uma mulher de salto alto e vestido dar tantas cambalhotas. Na boa, a mina rodopiou tanto, que os garçons levataram três plaquinhas: 10, 10, 9,5.

Saí de fininho.

Depois de superar o trauma da “Dayane dos Santos”, avistei outra mulher linda. Como eu já tinha bebido um pouco demais e o DJ tinha colocado uma música mais “calma”, decidi chegar nela. Segurei em seu braço, e falei bem baixinho: “Olá princesa, qual é o seu nome?”. Acho que foi a coisa mais estúpida que eu já fiz. A mulher, toda educada que era, chegou e falou “peraí, deixa eu tomar mais 300 latinhas, que a gente conversa, tá bom? Faltam só 299, você espera, né?” E suas amigas apontavam e riam de mim, como se eu estivesse com alguma coisa na cara, além da feiura, é claro. Saí dali arrasado.

Fui prum canto e resolvi ficar na minha. Aliás, eu já estava bêbado e com sono e não esperava nada mais da noite. Até que uma loira alta, muito bem vestida veio falar comigo: “Oi”. Eu muito gentil respondi: “Porra, é a terceira vez que eu digo, EU NÃO SOU GARÇON”. Ela riu e olhou pra minha cara e disse que queria conversar. Ficamos conversando por quase 1 hora e o papo estava muito bom. Pensei que finalmente me daria bem.

Ví alguns rapazes rindo.

Ví que de repente, a voz “dela” foi engrossando.

Ví que ela se chamava “Pedro alburque pereira machado, ex-mêcanico e agora uma linda e bela bailarina”

É, não dava. Fui pra casa.

Depois dá 5ª sessão com o meu psicólogo, voltei ao normal. Mas essa noite foi inesquecível, pro lado ruim, é claro. E sem contar os outros NÃOs que eu levei. Levei “Não” até em Alemão, acredita?

Agora balada pra mim é pronto-socorro Infantil. Como diria meu amigo Marcelo.

E ja é o suficiente.

Abraços do sempre seu,
Doctor of Love 23

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